- 1. Por que a segurança é comprometida?
- 2. 1. Transformam-se em uma arma
- 3. 2. Desviam nossa atenção
- 4. 3. Um obstáculo que se interponha
- 5. Todos são igualmente seguros? Por que não estão homologados?
- 6. 'Aftermarkets' da parte traseira
- 7. Recomendações para esses elementos
- 8. 1. Boa ancoragem
- 9. 2. Cuidado com as capas
- 10. 3. Sistema para o arnês
A empresa de engenharia mecânica RiveKids publicou um estudo que destaca a realidade do uso de acessórios para carros destinados a ampliar sua funcionalidade no interior. Eles são usados tanto na frente quanto atrás, nenhum é homologado e representam um risco para a segurança dos ocupantes, incluindo a dos pedestres. No Brasil, mais de 6,5 milhões de veículos têm algum deles.
Esse tipo de artigo é chamado também de aftermarket porque é estranho à fabricação do carro e do sistema de retenção infantil (SRI). Seu uso é funcional, não decorativo, e é incorporado ao habitáculo posteriormente. Pois bem, 53% desses acessórios estão na área do motorista. Normalmente são suportes para o telefone, GPS, espelhos de vigilância para crianças ou ambos.
São muitas as pessoas que recorrem a eles. E as famílias com crianças, ainda mais, pois desde que chegam ao mundo, começamos a adicioná-los na parte de trás do nosso carro.
Por que a segurança é comprometida?
1. Transformam-se em uma arma
Normalmente são de uso cotidiano e muitas vezes representam um risco em caso de acidente. Isso porque se tornam, tanto eles quanto o dispositivo que portam, verdadeiros projéteis em potencial.
2. Desviam nossa atenção
Os que servem para segurar o telefone são um foco de distração, e lembremos que a 120 km/h em um segundo percorremos 33 metros. Além disso, levamos pelo menos 1 segundo para olhar uma notificação do WhatsApp, precisamos de mais um segundo para reagir, além do tempo de frenagem caso seja necessário parar o veículo. No final, vamos somando e aumentando o perigo.
3. Um obstáculo que se interponha
Outro inconveniente desse tipo de utensílios é a possível interferência, dependendo de sua localização, com elementos de segurança passiva, como o airbag.
Vale destacar que em quase metade dos carros com um sistema de retenção infantil também há um acessório na parte traseira e devemos saber que, em caso de frenagem brusca, será acionado o dispositivo que ele contém.
Todos são igualmente seguros? Por que não estão homologados?
"Nem todos os carros são igualmente seguros, nem todos os sistemas de retenção infantil são igualmente seguros, nem todos os acessórios são igualmente seguros". Desde a RiveKids explicam que apenas o próprio veículo e o SRI podem ter homologação. O restante dos elementos carece de uma normativa que permita conceder-lhes homologação.
"Vivemos em um perigoso vazio legal que afeta diariamente a segurança viária de milhões de pessoas, por isso pedimos às diferentes administrações públicas que tomem providências, criando um protocolo que verifique e certifique a segurança de todos os aftermarkets, e que seja de cumprimento obrigatório para todos os fabricantes, antes de vender os acessórios no mercado", propõe a RiveKids. "A maioria dos fabricantes de acessórios está comprometida com a segurança, por isso estamos convencidos de que apoiarão essa iniciativa", afirmam na citada empresa de engenharia mecânica.
'Aftermarkets' da parte traseira
Na parte de trás, se temos crianças, vamos encontrar uma infinidade deles, entre os quais se destacam os seguintes:
- Espelhos.
- Capas para os assentos infantis.
- Suportes para dispositivos eletrônicos.
- Elemento anti-fuga.
- Bloqueadores do arnês ou do cinto de segurança.
- Wedges para reclinação.
- Amortecedores de impacto lateral.
Desde a RiveKids nos aconselham a usar apenas os indispensáveis e verificar com seus respectivos fabricantes que são seguros.
Recomendações para esses elementos
1. Boa ancoragem
Algo tão simples como um suporte para tablet no encosto de cabeça dianteiro deve estar, pelo menos, suficientemente ancorado e a não menos de 55 cm de distância do rosto da criança.
2. Cuidado com as capas
Uma simples capa para o assento, se for o caso de um grupo 0+ ou um grupo 1 contra marcha, pode esconder o aviso de desconexão do airbag caso seja instalada no assento do passageiro.
Se uma capa protetora do assento se desdobra a partir do próprio assento, existe o risco de que limite a eficácia do airbag.
3. Sistema para o arnês
Um mecanismo universal para aproximar o arnês e evitar que a criança tire os braços pode desativar os equipamentos de emergência em caso de necessidade de atuação.
Você tem acesso ao estudo completo no site da RiveKids.