- 1. Bens culturais e naturais Patrimônio Mundial
- 2. 1. Alhambra, Generalife e Albaicín (Granada)
- 3. 2. Centro Histórico de Córdoba
- 4. 3. Catedral, Alcázar e Arquivo das Índias (Sevilha)
- 5. 4. Parque Nacional de Doñana (Cádiz, Sevilha e Huelva)
- 6. 5. Conjuntos Monumentais Renascentistas de Úbeda e Baeza (Jaén)
- 7. 6. Sítio dos Dólmens de Antequera (Málaga)
- 8. 7. Arte rupestre do Arco Mediterrâneo (Jaén, Granada e Almeria)
- 9. 8. Medina Azahara (Córdoba)
- 10. Patrimônio Cultural Imaterial e Registro de melhores práticas de salvaguarda
- 11. 1. O Flamenco
- 12. 2. Revitalização do Saber Tradicional de Cal Artesanal em Morón de la Frontera
- 13. 3. A Festa dos Pátios de Córdoba
Bens culturais e naturais Patrimônio Mundial
1. Alhambra, Generalife e Albaicín (Granada)
Andaluzia se tornou, nos últimos anos, um dos destinos turísticos mais completos do mundo. A pluralidade e complementaridade de sua oferta, seu clima, suas comunicações e infraestrutura hoteleira, assim como a hospitalidade de seu povo, fizeram desta região um dos lugares mais bem situados nas preferências de turistas estrangeiros e nacionais ao escolherem o local de suas férias.
Sua riqueza cultural o transportará para a mais antiga antiguidade, com importantes sítios arqueológicos, legado das distintas culturas e civilizações que se estabeleceram nesta bela e rica terra do sul da Espanha.
A Alhambra de Granada, a Mesquita de Córdoba ou a Giralda de Sevilha são marcos monumentais da Humanidade, um imenso legado artístico herdado de uma História milenar. Não devemos também perder a oportunidade de desfrutar das cidades de Úbeda e Baeza em Jaén, ambas Patrimônio da Humanidade, ou localidades como Arcos de la Frontera em Cádiz, Ronda em Málaga ou Moguer em Huelva. A brilhante arquitetura islâmica, renascentista e barroca de seus edifícios mais importantes, seus castelos, fortalezas e mosteiros, disseminados por toda a sua superfície, completam um patrimônio de enorme transcendência.
Andaluzia, terra de passagem e assentamento de inúmeras civilizações, abriga um dos maiores patrimônios culturais do mundo. Esta herança, tanto material quanto imaterial, é mundialmente reconhecida pela Unesco com sua inserção nas listas de Bens Patrimônio da Humanidade.
A Alhambra e o Generalife foram palácio, cidadela e fortaleza, residência dos sultões Nazaríes e de altos funcionários, servidores da corte e soldados de elite (séculos XIII a XIV). Atualmente, é um monumento no qual se distinguem quatro partes: os Palácios, a área militar ou Alcazaba, a cidade ou Medina e a propriedade agrícola do Generalife, tudo isso em um ambiente de áreas boscosas, jardins e hortas.
Integra, além disso, destacados edifícios de distintas épocas, como o renascentista Palácio de Carlos V, onde se encontram o Museu da Alhambra, com objetos provenientes principalmente do próprio Monumento, e o Museu de Belas Artes. Para apreciar os valores arquitetônicos e paisagísticos da Alhambra, é aconselhável aproximar-se do bairro do Albaicín (Mirador de San Nicolás) ou do Sacromonte. A partir deles, pode-se perceber a espetacular relação desta construção com o território e a cidade de Granada.
2. Centro Histórico de Córdoba
Córdoba é uma cidade monumental, declarada Patrimônio da Humanidade em 1994, onde a arte e a história se escondem em cada canto e por toda parte: vielas, pátios e praças. É conhecida principalmente pela Mesquita, uma obra única e mostra do esplendor do Califado, mas não podemos esquecer da Catedral, do Alcázar dos Reis Cristãos, da Ponte Romana e da Albolafia, da Torre de Calahorra, do bairro judeu, dos pátios cordobeses, da Praça do Potro e de tantos e tantos lugares e encantos que possui a que, sem dúvida, é uma das cidades mais belas e interessantes do país.
3. Catedral, Alcázar e Arquivo das Índias (Sevilha)
A Catedral de Sevilha iniciou sua construção em 1401 no local da antiga Mesquita Maior, de estilo almohade, da qual conserva o Pátio das Laranjas e o minarete, a afamada Giralda. Esta magnífica construção gótica é considerada um dos templos cristãos mais amplos do mundo. A grandeza de sua dimensão interior é o primeiro aspecto que chama a atenção do visitante que atravessa suas portas pela primeira vez. Conta com 5 naves e 25 capelas, que abrigam obras de alguns dos mais célebres pintores espanhóis.
O Real Alcázar de Sevilha é um dos palácios em uso mais antigos do mundo. Um palácio que viveu distintas etapas ao longo do tempo, desde o final do século XI até os dias de hoje contemplando, desde suas muralhas, a influência das diversas culturas que passaram pela cidade. Palácio-fortaleza, mandado construir por Abd Al Raman III, é profusamente constituído por salas elegantemente adornadas com gessos, azulejos e madeiramento, que se combinam adequadamente com os esplendorosos jardins e a água, criando assim um conjunto difícil de esquecer.
O edifício do Arquivo Geral das Índias foi concebido por Juan de Herrera para ser utilizado como Mercado de Mercadores. Finalizado em 1646, as obras ficaram a cargo de vários e prestigiados arquitetos como Juan de Minjares, Alonso de Vandelvira e Miguel de Zumárraga.
De planta quadrada, 56 metros de lado e com dois andares sobre um mercado rodeado por colunas com correntes, o edifício do Arquivo consiste fundamentalmente em um pátio central rodeado por duas naves quadrangulares, uma interna e outra externa. Todo o edifício é de pedra, com dois andares abobadados comunicados pela escadaria monumental.
4. Parque Nacional de Doñana (Cádiz, Sevilha e Huelva)
Doñana é um complexo mosaico de paisagens que se derramam formando um horizonte plano e limpo, um paraíso para as aves no umedecimento mais importante de todo o continente europeu.
Situado entre as províncias de Huelva, Sevilha e Cádiz, este local é hoje um labirinto de terra e água que forma pântanos, lagoas e canais, áreas de caça e pinhais, cordas e veredas, dunas, praias e penhascos espetaculares. Bonanza, Gallega, Ribetehilos ou El Lucio del Cangrejo são claros exponentes dos complexos lagunares que dominam este espaço natural, proporcionando abrigo a milhares de aves.
Entre as variadas paisagens que também formam Doñana, destacam o sistema de dunas em movimento que se estende entre Matalascañas e a foz do Guadalquivir, mais de 25 quilômetros de praia virgem e areias brancas; a duna fossilizada do Asperillo, com mais de 30 metros de altura; ou, já na praia, o penhasco do mesmo nome formado por arenitas entre laranja e ocre devido às águas ricas em óxido de ferro que emergem pelos borbulhantes.
5. Conjuntos Monumentais Renascentistas de Úbeda e Baeza (Jaén)
Úbeda e Baeza, cidades emblemáticas Patrimônio da Humanidade, abrigam um impressionante conjunto monumental e artístico.
Baeza, cidade de origem antiga e ilustre, está situada no centro geográfico da província, perto do Guadalquivir, em uma paisagem de terras férteis, com hortas, olivais e cereais. Em seu território, encontra-se o Paraje Natural da Laguna Grande, de grande riqueza ecológica. Abriga uma concentração arquitetônica nas suas ruas de difícil repetição e o renascimento se mostra em todo seu esplendor.
Inspiração de Antonio Machado, apresenta lugares inesquecíveis a cada passo: palácios e igrejas que alternam com as casas brancas, portais, pórticos, torres, praças e fontes. Um conjunto para visitar e disfrutar, do qual se destacam a Praça do Pópulo, a Prefeitura, a Praça de Santa Maria, a Catedral, o Palácio de Jabalquinto, a Porta de Úbeda, a Universidade Antiga, o Palácio dos Majorada, o Convento de São Francisco e o Convento da Encarnação, entre outros.
Por sua vez, Úbeda é uma cidade artística e monumental, vista de onde se olhar, e uma das localidades mais afamadas e gloriosas da Andaluzia. Castelo e renascentista por todos os lados, abriga uma quantidade tão grande de monumentos, igrejas, palácios e casas senhoriais que o melhor é passear por ela e se transportar virtualmente ao tempo de seu esplendor histórico: A Capela do Salvador, situada na incomparável praça da Prefeitura, a Igreja de S. Pablo, a Igreja de Santa Maria dos Reais Alcázares, a Igreja da Trindade, o Oratório de São João da Cruz, o Mosteiro de Santa Clara, o Palácio Vela de los Cobos, o Palácio das Correntes, a Casa das Torres, o Hospital de Santiago, o Hospital dos Honrados Velhos do Salvador, a Torre do Relógio, Muralhas da Cava, Museu de Cerâmica e o Parador Nacional de Turismo, são algumas das maravilhas que contém esta surpreendente cidade.
6. Sítio dos Dólmens de Antequera (Málaga)
O conjunto que formam os monumentos de Menga, Viera e Romeral é um dos melhores e mais conhecidos expoentes do megalitismo europeu. Foi construído, de acordo com os dados atualmente disponíveis, no início do V milênio antes de nossa era (período Neolítico), ou seja, há cerca de 6.500 anos. Em sua função como câmaras mortuárias, alguns megalitos são verdadeiros depósitos de identidade cultural e genealógica.
7. Arte rupestre do Arco Mediterrâneo (Jaén, Granada e Almeria)
O Arco Mediterrâneo da Península Ibérica, definido pela Direção Geral XVI de Política Regional da União Europeia na publicação Europa 2000: Perspectivas de desenvolvimento do espaço comunitário (1991), abriga mais de setecentas estações com arte rupestre pré-histórico de singular valor.
Nas serras litorais e interiores de seis Comunidades Autónomas (de norte a sul, Catalunha, Aragão, Castilla-La Mancha, Comunidade Valenciana, Região de Múrcia e Andaluzia), podemos encontrar este legado, que abrange desde o Paleolítico superior até a Idade dos Metais.
Sua especificidade no contexto da arte rupestre pré-histórica universal é marcada pela existência da Arte Rupestre Levantino, arte naturalista e narrativa, manifestação cultural exclusiva deste âmbito geográfico. A Arte Levantino na Andaluzia localiza-se em suas províncias mais orientais, Jaén, Granada e Almeria, nas quais podem ser distinguidos quatro núcleos que, agrupados geograficamente, seriam os da Comarca dos Vélez (Almeria e Granada) e os de Sierra Morena, Quesada e Sierra de Segura (Jaén).
8. Medina Azahara (Córdoba)
Ao pé do chamado monte da Desposada encontram-se as ruínas do Conjunto Arqueológico de Madinat al-Zahra, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade. Sua construção, iniciada no ano 936, deve-se ao primeiro califa de Al-Andalus, Abderramán III, em homenagem à sua favorita Al Zahra. No ano 1010 foi saqueada e incendiada durante a guerra civil que desmembrava o califado em reinos de taifas.
É possível visitar alguns salões e perceber a suntuosidade e o luxo com que foi construída esta mítica cidade. A Muralha, a Casa dos Visires, os restos da Mesquita Aljama e os Jardins se abrem hoje ao visitante em um itinerário que transporta até o que um dia foi o monumento islâmico mais belo de Al-Andalus.
Patrimônio Cultural Imaterial e Registro de melhores práticas de salvaguarda
1. O Flamenco
Cavernários, fenícios, gregos, romanos, árabes, cristãos e conversos pisaram as terras do Sul da Espanha. E em seu caminhar forjaram a senda de uma expressão própria: o Flamenco.
Pode ser que a arte andaluza tenha recebido seu batismo há apenas dois séculos, como alguns especialistas apontaram. Mas o cante, o toque e a dança são muito mais do que o sentir de um povo amplamente disperso pelo mundo.
Na Andaluzia, realizam-se todos os anos inúmeras eventos relacionados a esta arte: exibições de moda, festivais e concursos de cante, assim como espetáculos de dança. Além disso, existem várias zonas e espaços de especial interesse para os amantes do flamenco e lugares de grande tradição flamenca que guardam em sua memória as raízes desta arte.
2. Revitalização do Saber Tradicional de Cal Artesanal em Morón de la Frontera
A prática da fabricação tradicional de cal foi durante muito tempo uma fonte de empregos para Morón de la Frontera (Sevilha), e também um signo distintivo de sua identidade. A presença da produção de cal e o ofício de calero nesta localidade datam em documentos oficiais desde o século XV.
No século XX, com a fabricação industrial da cal, do cimento Portland e das tintas plásticas, a produção artesanal declinou, os fornos caleros deixaram de ser utilizados e a transmissão de conhecimentos cessou por um tempo. Para não perder esta tradição e, com o objetivo de mantê-la viva, foi fundada a Associação Cultural Fornos de Cal de Morón.
3. A Festa dos Pátios de Córdoba
É uma tradição única no mundo, baseada nas características do modo de vida cordobês, em casas com pátios e varandas ajardinadas, onde as flores se destacam como elemento decorativo.
Cerca de quarenta abrem suas portas ao visitante que, munido de uma lista facilitada nos escritórios de turismo, em hotéis e nos próprios pátios, descobre a magia desses lugares e o entorno inigualável onde se situam. Percorrê-los durante o dia e desfrutá-los ao cair da tarde, entre o cheiro de jasmim e de flor de laranjeira, ao som da música flamenca e da conversa entre amigos, é uma experiência única.
Os bairros de Axerquía, San Agustín, Santa Marina e San Basilio possuem famosos pátios que os cordobeses visitam ano após ano. Nas áreas mais animadas, especialmente em San Basilio, o bairro do Alcázar Velho, é permitida a instalação de bares e música.